" Lóri estava suavemente espantada. então isso era a felicidade. de início se sentiu vazia. depois deus olhos ficaram úmidos: era felicidae, mas como soumortal, como o amor pelo mundo me transcede. O amor pela vida mortal a assassinava docemente, aos poucos. E o que é que eu faço ? que faço da felicidade ? que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia , como um grande silêncio de espaços ? a quem dou a minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assuta. Não, não quero ser feliz. Prefiro a mediocridade. "
Clarice Lispector - Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres

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